31.10.09

MUSEUS DA CIÊNCIA

No meu pequeno caderno de memórias, entrada de 4 de Agosto de 1994: Museu da Ciência, Chelsea, Londres. Entradas: adulto £4,5; criança £2,4. Há uma combinação de museu vivo com clássico, com atenção dada sobretudo às crianças, pelas actividades lúdicas: como experimentar, qual a origem de um equipamento. Por exemplo, no terceiro andar (slight lab), as crianças experimentam andar de avião, o princípio do vôo (com um pequeno pássaro mecânico, que um empregado lança). Múltiplos vídeos touch screen e botões de funcionamento nos equipamentos. Muita gente a visitá-lo, em especial crianças.

No vídeo, o museu da ciência de Munique (Deustches Museum).

30.10.09

BRASIL EM PORTUGAL

O Panorama Brasil em Movimento (PBM) é um projecto lançado em 2006 pelas académicas e pesquisadoras Rosana Martins e Goretti Pedroso. Visa estimular o intercâmbio cultural da língua portuguesa, a partir do cinema, pintura, música, teatro e que envolve artistas e académicos entre Portugal e Brasil, focando a temática dos direitos humanos, media, ambiente, arte e educação.

No mês que vai começar, Novembro próximo, o PBM vai ficar sediado na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa (FCSH-UNL) sob a denominação: PANORAMA BRASIL-PORTUGAL EM MOVIMENTO- Media, Cidadania, Multiculturalismo - SÃO PAULO-LISBOA/2009. São curadores da iniciativa em Portugal, Rosana Martins, Francisco Rui Cádima e Ricardo Campos. No Brasil, Goretti Pedroso, Lucilene Cury e a artista Anna Guerra. A Produção e Montagem são assinadas por Ana Rita Chaves (Portugal) e Anna Guerra (Brasil).

Exposição: de 3 a 30 de Novembro de 2009, com obras de Anna Guerra, Pedro Vicente Alves Pinto, Grabriel CZS, Dan Mabe, Marcos Muzi e Nuno Rocha e participação de Maryline Vindeirinho (performance).

Cinema e Debates: auditório 2 da FCSH-UNL (Av. de Berna, 26-C, Lisboa), 3, 4 e 5 de Novembro - NU BAI, o Rap Negro de Lisboa; Antônia; Noel - Poeta da Vila.

Lançamento do livro Direitos Humanos, Segurança Pública & Comunicação, de Rosana Martins, Maria Goretti Pedroso e Tabajara Novazzi Pinto (orgs.), São Paulo: Acadepol (dia 3).

Contactos: Rosana Martins (
rosanasantosposse@yahoo.com.br) e Cristina Rocha e Chico Fialho (imprensa@inforpress.com.br). Mais informações aqui.

AS REVISTAS HUMORÍSTICAS NA COLECÇÃO DA HEMEROTECA MUNICIPALDE LISBOA (SÉC. XIX E XX)


Conferência Humor e Jornalismo Gráfico no Estado Novo: o bissemanário humorístico Os Ridículos, por Álvaro Costa de Matos (HML/Centro de Investigação Media e Jornalismo).

Data: 12 de Novembro, às 18:00. Local: Sala do Espelho da Hemeroteca. Mais informações aqui.

DIGITALIZAÇÃO DA GAZETA DOS CAMINHOS DE FERRO


A Hemeroteca Municipal de Lisboa tem disponível em linha a Gazeta dos Caminhos de Ferro, inicialmente com o subtítulo De Portugal e Espanha, surgiu em Lisboa a 15 de Março de 1888 e publicou-se até Dezembro de 1971. Tem quase 30 mil imagens.

ARTES E INTERACTIVIDADE

O Clube Português de Artes e Ideias, com o apoio da Fundação para a Ciência e Tecnologia, recebe na sua sede (ao Chiado), no próximo dia 2 de Novembro, a terceira sessão do ciclo Artes, Ideias, Academia (AIA): a conferência Artes, Hiperligações e Interactividade, com Heitor Alvelos, José Bragança de Miranda e Paolo Rosa.


O Clube Português de Artes e Ideias fica no Largo Rafael Bordalo Pinheiro nº 29, 2º, ao Chiado, em Lisboa: Sítio: AIA - Artes, Ideias, Academia.

29.10.09

BROADCASTING IN THE 1930s


As part of the conference to mark the 5oth anniversary of the the Wisconsin Center for Film and Theater Research, July 6-9 2010, University of Wisconsin-Madison, there is a symposium on 1930s broadcasting:

Broadcasting in the 1930s: new media in a time of crisis

Part of the conference to mark the 50th anniversary of the Wisconsin Centre for Theatre and Film Research, University of Wisconsin-Madison July 6th-9th, 2010

Call for Papers
Broadcasting history has become an increasingly established field, and there is by now a considerable body of international work that takes the programming, policies and audiences of the 1930s as its focus - a decade that is often represented as the ‘golden age’ of radio, and that saw the beginnings of broadcast television. This media history is part of a tumultuous decade that saw great cultural changes, social and political cleavages, economic crisis and the onset of war. This symposium aims to bring scholars of this period together with a view to exploring the historical experience from perspectives that are shaped by contemporary concerns, such as rapid technological innovation, transnational developments, economic instability, intermedia relations, interactivity and the representations of crisis. Abstracts are invited from scholars with a particular interest in the period. Proposals which address one or more of the following themes will be particularly welcome, although papers on 1930s broadcasting more generally will also be considered:

Interactivity
Intermediality
Transnationalism
Representations of crisis

Abstracts should be approximately 1,000 words in length, and should include full contact information, including a brief (50 word) biography.

Deadline March 1st 2010.

They should be sent in the first instance to Hugh Chignell at Bournemouth University hchignell@bournemouth.ac.uk.


Organisers: Dr. Jamie Medhurst (University of Aberystwyth), Dr. Hugh Chignell, in collaboration with Prof. Michele Hilmes (University of Wisconsin-Madison).


Sessions will run concurrently with the WCFTR "On, Archives!" conference. Participants are invited to attend all sessions for both events.

More information: WCFTR.

20º AMADORA BD 2009


A exposição do 20º Amadora BD 09 começou no passado dia 23 e vai até 8 de Novembro, em cinco espaços: Galeria Municipal, Fórum Luís de Camões, Casa Roque Gameiro, Biblioteca Municipal Dr. Fernando Piteira Santos e Centro Nacional de Banda Desenhada e Imagem. Mais informações aqui.

HÉLIO CUNHA


40 Quadros Verdadeiros e 1 Quadro Falso é uma exposição de pintura de Hélio Cunha no Espaço + da Câmara Municipal de Aljezur, de 5 de Novembro a 30 de Dezembro.

28.10.09

FRANÇOIS JOST

Foi brilhante a aula de François Jost, ontem, sob o título Worlds of TV and Genres. E os ensinamentos em torno da televisão e da sua qualidade (ou não) que um grupo de investigadores de três universidades portuguesas está a trabalhar. Jost é professor na Sorbonne Nouvelle (Paris III) e director do CEISME (Centro de Estudo sobre as Imagens e Sons Mediáticos).

O vídeo dá uma amostra da aula. O exemplo partia de Stalker, o filme de Andrei Tarkovksi (1979).


FIGURES ET FIGURATIONS DU POUVOIR


O simpósio Figures et Figurations du Pouvoir, a realizar em 5 e 6 de Novembro na cidade francesa de Lille é um encontro sobre dimensões políticas e simbólicas, artísticas e culturais do poder na história e na contemporaneidade.

O colóquio é organizado pelo ALITHILA - Centre de Recherche Analyses Líttéraires et Histoires, Université de Lille 3. Programa e ficha de inscrição disponível aqui. Idalina Conde (ISCTE) apresenta a comunicação Art et Pouvoir.

25.10.09

HOMENAGEM A EDUARDO DE NORONHA (1859-1948)

Amanhã, 26 de Outubro, iniciam-se as comemorações do 150º aniversário do nascimento do escritor e jornalista Eduardo de Noronha (1859-1948), organização conjunta da Hemeroteca Municipal e da Biblioteca Municipal Central de Lisboa. Inclui um ciclo de conferências intitulado Eduardo de Noronha, vida e obra (1859-1948) e duas mostras bibliográficas (Hemeroteca Municipal e Biblioteca Municipal Central), sobre a sua actividade jornalística, de escritor e olisipógrafo, no contexto da cultura portuguesa.

A primeira conferência, às 17:00 de amanhã, por António Valdemar, tem o título Eduardo de Noronha: Presença no Jornalismo Português. Segue-se a inauguração de uma mostra bibliográfica.


José Eduardo Alves de Noronha, nasceu em Lisboa a 26 de Outubro de 1859. Foi autor de mais de uma centena de obras, na maioria, romances históricos e biografias e algumas monografias, como (cronologicamente): O Distrito de Lourenço Marques e a África do Sul, História das Touradas, José do Telhado e José do Telhado em África, A Ambição d'um Rei, No Brasil - Uma Epopeia Marítima, O Herói de Chaimite - Mousinho de Albuquerque, Da Madeira ao Alto Zambeze e Do Minho ao Algarve (escolhidos em concurso para prémio aos alunos das escolas primárias; foi o primeiro livro de Ferreira de Castro), O Último Marquês de Nisa, À Porta da Havanesa, O Conde de Farrobo e a sua Época, Estroinas e Estroinices, O Remexido, Pina Manique, O Rei Marinheiro (D. Luis I), Afonso de Albuquerque, História de Portugal para os Pequeninos, Mousinho de Albuquerque e Augusto de Castilho.

Na sua carreira de jornalista Eduardo de Noronha foi redactor do Novidades, convidado em 1895, por Emídio Navarro, colaborador do Jornal de Notícias, desde 1897, tendo-se responsabilizado, a partir de 1929, pelas colunas "Cartas de Lisboa" e "Revista Internacional", colaborador do Diário de Notícias, desde 1903, como crítico de teatro, iniciando, em 1906, as funções de redactor que desempenhou até 1923, director literário de Os Serões em 1909 e 1910 e ainda colaborador do Século e de outras publicações.

Foi também um dos fundadores em 1925, da então denominada Sociedade de Escritores e Compositores Teatrais Portugueses, hoje Sociedade Portuguesa de Autores e exerceu as funções de professor na Escola Industrial Rodrigues Sampaio, desde 1898 e durante quase 40 anos.

Eduardo de Noronha faleceu em Lisboa, no dia 26 de Setembro de 1948.

MEDIA CAPITAL

Após a entrada da Ongoing na Media Capital (proprietária nomeadamente do canal televisivo TVI), a espanhola Prisa detém 60% do capital. Contudo, os dois grupos vão partilhar a gestão da Media Capital: de onze administradores, seis serão indicados pelos espanhóis, entre os quais o presidente da comissão executiva (Bernardo Bairrão) e o presidente do conselho de administração (Nuno Vasconcelos, da Ongoing, por nomeação do grupo Prisa). Haverá um comité de informação, coordenado pelo director de informação da TVI, com os administradores executivos, mas sem poderes de intervenção editorial. Apesar de menos forte que a Prisa, a Ongoing estará no centro de decisões como o plano de negócios, aprovação do orçamento anual, compra e venda de activos e endividamento.

MUSEUS

Esta semana, houve a notícia de duas saídas de instituições museológicas. Manuel Bairrão Oleiro, director do Instituto Português dos Museus e da Conservação, pediu a exoneração do cargo. Estava há sete anos no cargo, a que se juntam cinco como subdirector.

No Museu do Chiado, Pedro Lapa, seu director desde 1998 (e conservador desde 1990), foi preterido em concurso para director do museu por Helena Barranha. Arquitecta de raiz, Barranha tem uma tese de doutoramento intitulada Museus de arte contemporânea em Portugal. Da intervenção urbana ao desenho do espaço expositivo, um estudo sobre o próprio museu do Chiado.

O Museu do Chiado tem aprovada uma ampliação para além dos actuais 700 metros quadrados, onde poderá ser exposta permanentemente a colecção nacional de 1850 à actualidade.

24.10.09

A RÁDIO - DOS TEMPOS DE ROOSEVELT À INTERNET

Colóquio a realizar no dia 31 de Outubro, na ilha de Santa Maria (Açores), organizado pela FLAD (Fundação Luso-Americana). Entre outros, participam Adelino Gomes (RTP), João Paulo Meneses (TSF) e profissionais de rádios açorianas.

WORLDS OF TV AND GENRES: CONFERÊNCIA DE FRANÇOIS JOST NA UNIVERSIDADE CATÓLICA

A conferência de François Jost Worlds of TV and Genres vai decorrer na aula de mestrado da Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Católica (UCP), na próxima terça-feira, 27 de Outubro (18:30-19:45), na sala 121. A sessão é aberta ao público.

François Jost, professor na Sorbonne Nouvelle (Paris III) e director do CEISME (Centro de Estudo sobre as Imagens e Sons Mediáticos), é autor de uma extensa obra sobre televisão e media, nomeadamente Compreendre la Télévision, Introduction à l'Analyse de la Télévision e Télé-Réalité (obra editada em 2009). Os seus livros evidenciam um esforço conseguido de desenvolvimento de um pensamento pragmático sobre a televisão, criando um sistema conceptual de análise do media, que permita analisá-lo enquanto objecto de estudo legítimo, quer pelos seus conteúdos, quer pelo seu valor social.

A vinda de Jost integra-se nas actividades do Centro de Estudos de Comunicação e Cultura da UCP.

Jost tem uma obra traduzida em português, a que fiz referência
aqui. Recordo então o que escrevi (17 de Novembro último):

"O livro de Jost, Seis Lições sobre Televisão (2004), oferece uma leitura semiótica sobre o meio audiovisual. Dividido em seis capítulos, correspondentes ao mesmo número de aulas, nota-se um crescendo teórico no seu texto. Assim, a um primeiro capítulo sobre comunicação televisiva, Jost apresenta a dicotomia de modelos de contrato e de promessa. No segundo capítulo, ele fala de três mundos do meio: real, fictício e lúdico. Na terceira aula assiste-se à aplicação das oposições anteriores ao reality-show, enquanto na quarta aula Jost interroga a origem da ficção através da escrita de John Searle. Se a quinta aula se posiciona entre a ficção e a realidade, a partir de um texto de Käte Hamburger, no sexto capítulo o autor vai buscar inspiração a Gérard Genette, autor que estudou profundamente. De Genette retira, por exemplo, a noção de tempo, decomposta em ordem, duração, frequência. Genette trabalha também a categoria de focalização, a relação de conhecimento entre o narrador e a personagem (p. 128). O conhecimento do narrador é maior que o conhecimento das personagens (focalização zero), tanta como a das personagens (focalização interna) e menor que a personagem (focalização externa). Um outro conceito que Jost operacionaliza é o de contrato, usado por analistas do discurso e por semióticos. Fala-se, por exemplo, de contrato com o leitor. Em televisão, diz ele, contrato pode definir o acordo pelo qual emissor e receptor reconhecem que se comunicam e o fazem por razões compartilhadas (p. 9). Mas se o número de receptores se alarga, por exemplo, para um milhão, esse contrato torna-se difícil de compreender. Por isso, Jost propõe a sua substituição pelo modelo de promessa. Dá o exemplo da comédia, que existe para fazer rir, ou do "ao vivo", que ilustra a autenticidade e simultaneidade do momento".

EPTIC

The Brazilian internet and multilingual journal EPTIC (Economia Política das Tecnologias da Informação e da Comunicação) edited by the Observatory of Economy and Communication (Obscom) of the Federal University of Sergipe (UFS), have published a special survey: Community Radio, politics and culture: theoretical reflections and methodological challenges (EPTIC).

Summary :
"As rádios comunitárias como espaços contra-hegemônicos", entrevista com Raquel Paiva. Maria Moraes Luz

"El oyente comprometido: teorías y preceptos fundadores de las radios participativas en América Latina". Isabel Guglielmone
"Rádios Livres e Comunitárias, Legislação e Educomunicação". Cicília M.Krohling Peruzzo
"Diversidade cultural, cidadania e esfera pública: um olhar sobre as rádios comunitárias no Brasil". Sayonara Leal "Diversité culturelle, interculturalité et radios associatives en France, l’exemple Bordelais". Jean-Jacques Cheval & Sheila Vanessa Sevilla Zeballos
"La stratification générationnelles de la radio en France". Hervé Glevarec
"La radiodiffusion à Madagascar et son cadre réglementaire: les cas de la «RNM» et des stations locales privées". Solange Razafimbelo-Bruyeron
And a book review by Danielle Azevedo Souza : Sayonara Leal, "Rádios comunitárias no Brasil e na França: desafios da esfera pública contemporânea".

SONDAGENS E INQUÉRITOS DE OPINIÃO EM ESTUDO


Esta semana, no decurso da conferência internacional da ERC (Entidade Reguladora para a Comunicação Social), foi apresentado o estudo Sondagens e inquéritos de opinião. Diagnóstico e sugestões de medidas a adoptar, de Fernando Cascais, Helena Bacelar Nicolau e José António Vidal Oliveira.

Uma encomenda da própria ERC, o estudo pretende responder a críticas recentes sobre os resultados das sondagens, nomeadamente em eleições realizadas este ano, caso das europeias e das legislativas. Partidos políticos como o CDS-PP (e também a CDU e o PSD) ficaram subavaliados nas diferentes sondagens, tendo mostrado com veemência o seu desagrado. O texto agora publicado vem apresentar algumas sugestões. Em análise 38 sondagens feitas por quatro empresas e a relação existente entre as condições de trabalho dessas sondagens e os media que são os principais clientes e utilizadores dessa forma de recolha de opinião. Diz o estudo logo no começo: "A divulgação mediática do resultado das sondagens de opinião é uma questão muito sensível e continua a apresentar tendências positivas e negativas conhecidas" (p. 5).

Algumas críticas e sugestões: os universos nem sempre estão bem definidos, alguns questionários não contemplam perguntas para estimar o grau de abstenção, o número de entrevistas por entrevistador varia em função da empresa e da dimensão do questionário, algumas empresas não apresentam interpretação técnica aos dados depositados, necessidade de redefinir o conceito de inquérito de opinião face às possibilidades existentes de fazer trabalhos a partir da internet, redução da dimensão da ficha técnica mas com objectividade, falta de controlo das entrevistas, resultados em percentagens sem decimais, distinção entre projecção e sondagem, maior adequação entre empresas de sondagens e meios de comunicação, criação de formação especializada no tratamento jornalístico de sondagens/projecções.

CONFERÊNCIA MUNICIPAL DE CULTURA EM PORTO ALEGRE (BRASIL)

Segundo o comunicado de Marisa Ribeiro, o Plano Municipal de Cultura de Porto Alegre (Brasil) recebeu mais de 200 propostas, a apresentar na VI Conferência Municipal de Cultura, na próxima quarta-feira, dia 28, na Sala Elis Regina, no 2º andar da Usina do Gasômetro daquela cidade (ver Twitter).

Na semana que agora termina quase 700 participantes participaram e debateram as políticas públicas de cultura, tais como democratização dos bens culturais, recuperação e criação de espaços públicos para a boa circulação desses bens, direito à cidadania informada e respeito à pluralidade de visões de mundo. Também esteve em discussão a preservação das "memórias do passado, o incentivo à criação artística em todos os sectores e o carácter pedagógico da cultura como elemento civilizatório e como factor de inclusão social e de geração de renda".

23.10.09

SALZBURGO

Salzburgo é a cidade da música, cheia de igrejas de cúpulas barrocas (tons azulados), cosmopolita. Tem uma loja que vende motivos de Natal todo o ano. Os reclames à porta das lojas são de um grande requinte. Claro que há um excesso de Mozart, em museus, em chocolates, não sei se também de chapéus de chuva ou de pequenas caixas musicais.

Observação: mulher da música e da cultura, desejo a maior das sortes à nova ministra da Cultura, Gabriela Canavilhas.

20.10.09

ENCICLOPÉDIAS DA INTERNET


Para além da Wikipedia, Axel Bruns dá relevo a outras enciclopédias online.

Por exemplo, ele especifica enciclopédias simpáticas a perspectivas políticas de direita e esquerda nos Estados Unidos (Conservapedia e Dkosopedia). A Wikinfo (Internet-Encyclopedia) foca uma perspectiva amigável relativamente aos tópicos que cobre e convida explicitamente ao contributo em termos de pesquisa original. A Debatepedia oferece um espaço para debates directos entre posições alternativas ou tópicos controversos mais do que dar uma coexistência pacífica sobre eles.

O Citizendium reintroduz o foco no especialista como árbitro final de uma entrada enciclopédica de qualidade e limita a participação aberta a utilizadores autenticados e credenciados. Os participantes potenciais são convidados pelos organizadores do projecto, fornecendo o seu nome verdadeiro, uma breve biografia das suas qualificações e interesses e a aceitação da carta de projecto. O Citizendium não segue os princípios do produtilizador (conceito de Bruns, que envolve o produtor e o utilizador) em dois aspectos importantes: 1) a participação não é aberta e o conteúdo é avaliado pelo grupo de administradores, 2) as suas estruturas são hierárquicas e a sua governância é guiada por regras predeterminadas. O Citizendium tem sido capaz de atrair um número elevado de editores especialistas acreditados. Ao invés, o processo de revisão por pares reduz o número de representações alternativas do conhecimento apresentado nas suas entradas, e pode levar a cobertura do conteúdo a um conhecimento aceite e canonizado muito em linha com os conteúdos das enciclopédias convencionais.

O Everything2 é um sítio de natureza mais pessoal, indo dos textos dos entrevistados sobre os seus ícones culturais favoritos até posições pessoais sobre o mundo em geral. O Everything2 permite que múltiplos utilizadores acrescentem as suas opiniões, definições e outros contributos em secções separadas sob o mesmo tópico. Encoraja as ligações a entradas individuais, entre um sítio tipo wiki e um blogue.

Leitura: Axel Bruns (2008). Blogs, wikipedia, second life, and beyond. Nova Iorque, Washington, Berna, Frankfurt, Berlim, Bruxelas, Viena e Oxford: Peter Lang, pp. 154-157

16.10.09

PÓS-GÉNERO

A revista Comunicação & Cultura, da Universidade Católica Portuguesa, abre o call for papers para o número Pós-Género, com coordenação de Isabel Capeloa Gil e Carla Ganito, até dia 30 de Dezembro de 2009. Lê-se:

  • A reflexão em torno das questões de género tem marcado de forma relevante a produção académica das últimas duas décadas, em particular devido ao impulso teórico dos chamados feminismos de segunda e terceira vaga. Contudo, a atenção teórica dada à questão ou a implementação de políticas liberais com a finalidade de construir cenários simbólicos, sociais, políticos e económicos que reconheçam a paridade entre homens e mulheres, não tornou o tema ultrapassado. Na verdade, à medida que se multiplicam os estudos, em diversas partes do mundo reifica-se a diversidade cultural como justificação essencialista para a hierarquização dos papéis sociais de homens e mulheres e de construção de uma diferença que rejeita direitos e menoriza. Esta realidade ambivalente é acompanhada por uma pluralidade de abordagens teóricas sobre o formante género e sobre a função da diferença sexual que, renovando o discurso binário dos ‘estudos de género’ iniciais, articulam esta problemática com questões como a diversidade étnica, a idade, a orientação sexual, a raça, a ecologia e a tecnologia. Em contraponto, argumentando a favor de um esgotamento do discurso ocidental sobre a paridade, alguns sectores defendem o surgimento de uma época de pós-feminismo e pós-género.

    Pós-género apresenta-se, assim, como um conceito ambivalente, que possibilita uma dupla leitura. O prefixo ‘pós’ designa aquilo que vem depois, podendo apresentar-se como a estratégia teórica, retórica e politica que designa à posteriori a completude do projecto de emancipação a que os ‘estudos de género’ procuravam dar resposta. Contudo, o prefixo pode ser igualmente lido como um claro gesto de subversão da cronologia, isto é, uma formação que, à semelhança do que acontece com pós-moderno ou pós-colonial, não designa o que vem depois do género, mas que, afirmando a validade da categoria, se debate com os novos caminhos a encetar em face das metamorfoses das sociedades contemporâneas.

    Este número acolhe contribuições teóricas e aplicadas que se situem no campo dos estudos de cultura e da comunicação e que reflictam sobre os desafios do formante pós-género. Solicitam-se contributos que abordem, entre outras, as seguintes matérias: Género e Pós-género: Desafios e Problemas; Pós-género, pós-moderno, pós-colonial; Pós-género e pós-feminismo(s); (Inter)mediações do género no século XXI; Pós-género e pós-humano (ciberfeminismo, ciborgues, I.A.); Os usos sexuados das novas tecnologias; Representações de pós-género na literatura, nos jornais, na televisão, no cinema e nas artes performativas e visuais; Os media e os direitos sociais de género na era dos ‘pós’; Sustentabilidade e diferença sexual; Os estudos culturais e os feminismos.
Normas de publicação aqui. E-mail: comunicultura@fch.ucp.pt. Endereço: Universidade Católica Portuguesa, Faculdade de Ciências Humanas, Palma de Cima, 1649-023 Lisboa

15.10.09

INTERNATIONAL MEDIA READINGS IN MOSCOW

Denis McQuail (Universidade de Southampton, Reino Unido) foi um dos principais oradores da primeira conferência internacional (International Media Readings in Moscow, 8 e 9 de Outubro de 2009). O tema que escolheu foi audiências (Decomposition and Recomposition of the Audience Concept), passando da audiência original, limitada na dimensão, localizada e social e culturalmente regulada e homegeneizada, para a audiência industrial ou de meios de massa, mais extensa mas em que os indivíduos não se conheciam e não estavam focados numa organização cultural, o que significa baixo envolvimento e pouca selectividade, e para a audiência dos novos media electrónicos, sem dimensão precisa, muito dispersa, com pouca regulação cultural ou social, sem continuidade nos actos mas mediada pela presença social. As motivações sociais das novas audiências, continuou, McQuail, são a diversão e o relaxamento, o conselho e a procura de informação, a segurança, o reforço de valores e identidades e a satisfação cultural - dentro da linha do que descrevi ontem como nativos digitais, aqui. Já a comunicação de Pamela Shoemaker (Universidade de Syracuse, Estados Unidos) foi um estudo comparativo (Readers as Gatekeepers of Online News: Russia, China and United States). Ela abordou o tema da informação sobre os acontecimentos e os canais pelos quais ela flui, dividindo-os em fontes, media online e audiência. Um acontecimento tem mais possibilidades de ser notícia se transportar elementos de desvio, dados estatísticos, valores normativos e mudança social. Da comunicação de Paolo Mancini (Universidade de Perugia, Itália) (Beyond the "Berlusconi Common Sense". A New Model of Politics for the 21st Century?), preferi deixar aqui um excerto em vídeo da sua comunicação. Aí, ele explica a ascenção de Berlusconi no momento a seguir à implosão do sistema de partidos políticos italianos em 1992-1994 e ao uso inteligente que ele fez da televisão. Elena Vartanova (Universidade de Lomosonov, Rússia) fez a distinção do jornalismo no tempo da União Soviética e no pós-queda do regime. Se os jornalistas até ao colapso do comunismo possuíam elevados valores morais (dentro do perfil admitido pelo regime) e faziam parte da elite política, com as mudanças políticas o jornalismo tornou-se uma commoditization (bem ou serviço aberto a todos) e padronizado em termos do mundo democrático, com o declínio do jornalismo moral. A docente russa falou ainda dos novos actores: personalidades dos media, pessoas de relações públicas, criadores de conteúdo dos media, novos "fazedores" (políticos, activistas), fontes, especialistas, gestores, directores de empresas, accionistas. Ou seja, o jornalismo e os seus profissionais trabalham em ambientes distintos, durante e pós-regime soviético, deixando de ser propagandistas para serem mediadores numa mediacracia. Pieter Bakker (Universidade de Amsterdam, Holanda) falaria dos jornais gratuitos e dos modelos, na Rússia e nos países de leste, importados da Europa do norte e do centro. O layout e as histórias têm semelhanças com os países ocidentais: os proprietários continuam a ditar as notícias que servem os seus interesses económicos e políticos.

A conferência International Media Readings integrou especialistas de diversos países (entre os quais: Rússia, Finlândia, Suécia, Turquia, Polónia, França, Bélgica, Espanha, Portugal, Índia, Hong-Kong, Brasil), totalizando cerca de cem comunicações, muitas delas de alta qualidade científica. Além das sessões plenárias, os conferencistas repartiram-se em sessões de trabalho temático.





14.10.09

O CASO DO JORNAL DA TVI

O Conselho Regulador da Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) emitiu hoje uma deliberação sobre a suspensão do Jornal Nacional de Sexta da TVI, em vésperas das eleições legislativas em finais de Setembro, e demissão da direcção de informação do canal e da chefia de redacção. Foi considerado ter havido interferência ilegal da administração sobre a direcção editorial. A deliberação insta a administração do canal a separar gestão empresarial e matéria editorial, a criação obrigatória do conselho de redacção e aponta para o acontecimento como elemento a pesar em próxima avaliação da manutenção da licença de emissão.

NATIVOS DIGITAIS

Um inquérito lançado entre os jovens dos 16 aos 24 anos no Reino Unido indica que 75% deles não consegue viver sem a internet. Os jovens procuram a internet para aconselhamento e para resolver problemas, sem comunicação interpessoal, dados os recursos encontrados na rede electrónica. O estudo, publicado pela YouthNet, com financiamento da Nominet Trust e hoje divulgado no parlamento inglês, indica que os jovens consideram segura a internet, mesmo com os problemas de phishing nos emails. O autor do relatório, professor Michael Hulme, da Universidade de Lancaster, designa o grupo etário 16-24 anos como nativos digitais, dado terem crescido num ambiente rico em computadores e tecnologias móveis.

Fonte: European Journalism Centre

Москва

13.10.09

REVISTAS JUVENIS

No âmbito do Centenário do Nascimento de Adolfo Simões Müller (1909-1989), promovido pela Câmara Municipal de Lisboa, a Hemeroteca Municipal associa-se às comemorações com a digitalização e disponibilização em linha de duas publicações periódicas infantis, o Foguetão, publicado em Lisboa, em 1961, e o Bip-Bip, suplemento daquele jornal e do Cavaleiro Andante, a partir do n.º 7 (Agosto). Os dois títulos foram dirigidos por Adolfo Simões Müller, "mestre da literatura infantil", autor premiado de dezenas de livros para crianças, além de poeta, jornalista e pedagogo (da informação disponibilizada pela Hemeroteca).

ANTÓNIO MARIA EM CONFERÊNCIA

SOBRE O MUSEU DA RÁDIO

Só agora vi o programa A Voz do Cidadão, do provedor do Telespectador da RTP, emitido no passado sábado, aqui. Nesse programa, defendi o que penso sobre o museu da Rádio - e que tenho escrito neste blogue. Uma ideia que venho ilustrando é que o museu, a inaugurar no dia 15 de Outubro, depois de amanhã, foge ao que estava estipulado até há três ou quatro anos em termos de contrato de concessão do serviço público. A rádio é subsumida pela televisão, a imagem abafa o som. Além disso, não há investigação capaz de suportar a história da rádio - e a rádio portuguesa não é somente a rádio pública, ao passo que a maior parte da história da televisão portuguesa é de serviço público.

Agradeço ao professor Paquete de Oliveira a possibilidade de expressar o meu ponto de vista no seu programa.

6.10.09

CONFERÊNCIAS INTEGRADAS NO PROJECTO AAQUA

Dentro do projecto AAQUA (Análise e Avaliação da Qualidade no Audiovisual), promovido por centros de estudo ligados a três universidades, estarão em Lisboa dois investigadores de grande nomeada: François Jost e Christine Geraghty.

Jost, director do Centre d’Étude sur les Images et les Sons Médiatiques (CEISME), na Sorbonne Nouvelle (
ceisme), com extensa obra publicada, nomeadamente sobre televisão (blogue: comprendrelatele), estará em Lisboa, na Universidade Católica, dia 27 de Outubro.

Christine Geraghty, presente na mesma universidade no dia 12 de Novembro, é professora de Estudos Fílmicos e Televisivos e também tem um extenso curriculum académico e vasta obra publicada, com textos que tratam concretamente da questão da qualidade (
theatrefilmtelevisionstudies).

O objectivo do projecto AAQUA parte da ideia que "na crítica e comentário jornalísticos a avaliação de qualidade resulta quase sempre de critérios subjectivos, nomeadamente de gosto; na crítica académica essa avaliação recorre a metodologias, ora incipientes, ora baseadas em alguns critérios desgarrados (elementos estéticos; estudo de recepção; inserção em programação), e não raro sofrendo igualmente da intervenção do gosto".

CONFERÊNCIA DA ERC

A Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) realiza, nos dias 20 e 21 de Outubro, no Auditório 2, da Fundação Calouste Gulbenkian, a III Conferência anual dedicada ao tema A COMUNICAÇÃO SOCIAL NUM CONTEXTO DE CRISE E DE MUDANÇA DE PARADIGMA. Na conferência, falará o Professor Jeffrey Cole, Director do Center for the Digital Future, da USC Annenberg School for Communication, com uma intervenção sobre a evolução da esfera dos media e o seu impacto a nível social, político, económico e regulatório.

OS NOVOS MEDIA SEGUNDO MARK DEUZE

Surgem numerosos exemplos online do Pro-Am (profissional-amador), casos da wikipedia e do OhmyNews. Axel Bruns introduziu o conceito de "produser" (produtilizador), que combina, quando online, continuamente algum tipo de informação existente e produzida. A chave, em termos de uso dos media, é "não apenas, mas também": as pessoas consomem e produzem informação e comunicação enquanto ligadas a muitas outras envolvidas em práticas semelhantes. Chama-se a isso "reputação em rede", quando se geram discussão e comentários voluntários na Amazon (livros) ou YouTube (vídeos), com reconhecimento e um contrato eventual.

Mark Deuze sugere que a cultura de convergência tem lugar nos dois lados do espectro dos media – produção e consumo –, onde se dissolvem as distinções tradicionais, com relações pouco estáveis, temporárias e quase sempre imprevisíveis, como se vivéssemos numa cultura da remistura e do remisturável. É claro que a ideia de membro de uma audiência como potencial colega não é aceite por muitos profissionais dos media: as inovações tecnológicas e culturais nas indústrias dos media caminham a par da perda de empregos, da flexibilização do trabalho criativo e de uma concorrência mais intensa.


Mark Deuze (2009). "Convergence culture and media work". In Jenniffer Holt e Alisa Perren (eds.) Media Industries. History, theory, and method. Malden, MA, Oxford e West Sussex: Wiley-Blackwell, pp. 152-153

5.10.09

AFRICAN FILM IN DIGITAL ERA

29 November 2009, at the University of Westminster, 309 Regent Street, in London.

One-day interdisciplinary conference with academics, film and video producers, policy makers, film distributors, Africa specialists, and development practitioners, to debate the role and future of African film and video.

Confirmed Keynote Speaker: Mr. Emeka Mba, Director General of the Nigerian Film & Video Censors Board.

More informations: Helen Cohen, Short Courses and Events Administrator, University of Westminster, School of Media, Arts and Design. HA1 3TP, Harrow, Middlesex, UK. Cohen02@wmin.ac.uk

SANDY DENNY AGAIN

Song: The North Star Grassman And The Ravens



"They stood upon the deck / As the ship went out to sea. / The wind it took the sails / And left the land a memory. / All upon the shore for / To wonder why the sailor goes. / All to close their eyes / And wonder what the sailor knows. / That is you to them, / That is how they think you are. / Never on the land, / But sailing by the north star. / To the tower and to the ravens / And the tale that hopes they'll never leave. / What if they should go? / We always dread to think of them. / I wonder if they flew one day / And no-one ever knew they'd gone / To circle over ships at sea, / Claiming yet another son. / That is you to me, / That is where I think you are. / Never on the land, / But gone to find the north star".

MILHARES EM DEFESA DA LIBERDADE DE IMPRENSA EM ITÁLIA

Milhares de manifestantes defenderam a liberdade de expressão nos media italianos em Roma no passado sábado. Os organizadores estimam ter havido 300 mil manifestantes ao passo que a polícia fala em 60 mil. O parlamento europeu tem agendado o tema para a próxima quarta-feira. O evento deve-se ao crescente controlo político dos media por parte do primeiro-ministro Silvio Berlusconi.

[fonte: European Journalism Centre]

PAGAMENTO DE INFORMAÇÃO ELECTRÓNICA

A empresa Time Inc está em contacto com responsáveis de revistas norte-americanas de modo a lançar títulos de informação em aparelhos móveis como os cada vez mais populares leitores electrónicos de livros (casos do Kindle da Amazon e de aparelho a ser lançado pela Apple). Títulos da Time Warner, Conde Nast e Hearst Corp estão entre as empresas a estabelecer negócio. Os utilizadores do novo serviço, a ser anunciado no próximo mês e a ser lançado durante 2010, poderão pagar uma subscrição mensal ou anual, algo imprevisível na internet desde há dez anos.

[fonte:
European Journalism Centre]

CASAMENTO E VINDIMA EM PONTE DE LIMA

TABULETAS PUBLICITÁRIAS

Entre Ponte de Lima (cabeleireira Rosa Maria) e Lisboa (rei do bacalhau Ramalho).